
Dias pacatos... Amargos.
Prisão sem grades... Pensamentos bastardos.
Cadê o sol?
Onde foi a lua?
O barulho da rua?
O perfume da flor?
Cadê o amor?

Procuro no verde da mata...
E só encontro espinhos.
Espero que um pássaro esbarre...
Na vidraça do meu caminho.
Que quebre... Faça arruaça.
E volte para seu ninho.
Mas deixe-me um nicho de vida...
Por onde eu possa espiar...
Por onde eu possa escapar...
Para procurar um cantinho...
Mesmo que pequenino...
Onde eu possa viver...
Possa ver o sol brilhar...
Esse lugar eu hei de achar...
Custe o que custar.

Marilene Mees Pretti







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